Anjos Caídos – Tracy Chevaler
Tracy Chevaler – Escritora norte-americana, Tracy Chevalier nasceu a 19 de outubro de 1962, na cidade de Washington, onde cresceu e estudou. Desde muito cedo manifestou o desejo de vir a tornar-se escritora, compondo contos quando frequentava ainda o ensino secundário.Em 1984 obteve um diploma em Estudos Ingleses pelo Oberlin College de Ohio, dedicando os tempos livres ao seu esforço literário.
O título Anjos Caídos, traduzido do inglês: Falling Angels, é o livro de Tracy Chevalier, lançado em 2001.
A obra conta a vida de duas famílias inglesas vivendo na Londres da época eduardiana, confirmando assim a sua grande admiração pela História.
Duas famílias vizinhas, cujas filhas tornam-se muito amigas, têm um relacionamento amigável com Simon, filho e ajudante do coveiro.
É uma história sobre amizades de infância, descoberta da fragilidade humana, aborda também a mudança de um país, a luta das mulheres pelo voto e o preconceito contra as mulheres que lutaram por um ideal.
Inicia-se em janeiro de 1901, um dia após o falecimento da rainha Vitória: duas famílias visitam túmulos vizinhos, num elegante cemitério londrino. Uma das sepulturas é adornada com uma sentimental estátua de anjo; a outra, com um jarro primoroso.
A família Waterhouse, apegada às tradições vitorianas, reverencia a falecida rainha, choram em seu luto; já os Coleman buscam uma sociedade mais moderna.
Para desconforto de ambas as famílias, as duas famílias passam a se relacionar quando suas filhas ficam amigas por trás das lápides.
A história se passa praticamente inteira dentro de um cemitério, e as crianças se tornam amigas também do filho do coveiro, um garoto que está sempre sujo de terra. As meninas vão crescendo, e o novo século aparece, com os carros substituindo os cavalos no transporte e a eletricidade acabando com a iluminação a gás - o país surge das sombras dos opressivos valores vitorianos para o dourado verão eduardiano.
É então que a jovem e frustrada sra. Coleman busca mais liberdade, deixa o tédio de lado e entra na militância a favor do voto feminino, no início do século vinte, na Inglaterra, lutando por um ideal no qual acredita. Seus atos têm conseqüências desastrosas, e a vida dos Coleman e dos Waterhouse sofre sérias mudanças.
Um romance denso, escrito de forma excepcional, narrando os sentimentos tanto da sra. Coleman quanto de sua filha, dos seus amigos... Cada capítulo é narrado por um personagem diferente, o que dá maior emoção, pois sabemos o pensamento de todos ao mesmo tempo.
É triste e feliz ao mesmo tempo, ficção se mistura com história real, como em outros romances da autora.
Nota: 10
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