31 de dez. de 2010

Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco

AMOR DE PERDIÇÃO
Camilo Castelo Branco

Amor de Perdição foi um romance escrito na Cadeia da Relação do Porto, em 1861, por Camilo Catelo Branco. Sub-intitulado de Memórias de Uma Família, é baseado em episódios da vida do tio Simão Botelho. Este é o romance mais popular do autor, já traduzido em diversas línguas e adaptado ao teatro e ao cinema. Dele chegou a ser extraída uma ópera e, em 1986, fez-se uma edição da obra destinada aos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo. É considerado uma obra-prima da ficção de língua portuguesa.
É a história de uma paixão juvenil, com um desenlace trágico. Fala diretamente ao leitor, e a história provoca: compaixão, choro, raiva, revolta, tudo frente a falsa virtude alegada pelos homens em atos injustos e bárbaros.
O personagem principal é Simão Botelho, filho de Domingos Botelho, que, após uma briga, e se muda para Coimbra.Simão, no entanto, começa a defender publicamente a Revolução Francesa e, por isso, acaba retido em cárcere acadêmico por seis meses. Perdido o ano escolar, retorna à casa dos seus pais. Domingos Botelho se mantém frio e distante, não dirigindo a palavra ao filho.
Simão sai pouco, mantendo-se pensativo, o que faz com que o pai volte a lhe falar.  Mas o filho tem tal comportamento por, aos 17 anos, estar apaixonado pela filha do vizinho, um inimigo de seu pai.
Por três meses, Simão e Teresa encontram-se e falam às escondidas, sem levantar nenhuma suspeita. Sonham casar-se e fazem planos para concretizar seus desejos de vida em comum.
Na véspera do retorno de Simão à Coimbra, os enamorados falam-se pela janela, quando subitamente Teresa é arrancada da frente de Simão. É seu pai, reagindo fortemente ao flagrante. Simão se desespera, tem febre, mas assim mesmo parte para Coimbra, com o plano de retornar secretamente para se comunicar com Teresa. Momentos antes de sair em viagem recebe da mão de uma mendiga um bilhete, em que Teresa lhe revela as ameaças de seu pai de encerrá-la num convento. Pede, no entanto, que Simão siga para Coimbra, garantindo que se manterá em contato.
Tadeu de Albuquerque percebe também o incidente, mas se mantém tranqüilo, pois planeja secretamente casar a filha com um primo, Baltasar Coutinho. Chama logo o rapaz, conta seus planos e lhe incentiva a cortejar a filha. Teresa, no entanto, se nega a Baltasar, que insiste em conhecer suas razões: quer ouvir a confissão da prima sobre seu rival, jurando se pôr também contra àquela relação.
Tadeu sente-se ofendido no seu direito de pai e decide mandá-la para o convento. Mas nada faz de imediato, e trama em segredo sua cerimônia de casamento com Baltasar.

É um livro obrigatório em vestibular, porém, uma história linda, lembra o romance impossível de Romeu e Julieta, de Shakespeare. Maravilhoso, deve ser lido por todos que gostam de histórias de amor.

Nota:  10

22 de dez. de 2010

Ágape - Pe. Marcelo Rossi

Primeiro livro do Pe. Marcelo Rossi.
Comprei por gostar dele, mas não espera muito, achava que eram apenas conselhos, leituras bíblicas, etc.
Mas é muito bom, uma interpretação do Evangelho de João, com parábolas, e um lindo poema, que aqui transcrevo:
Capítulo 9, do amor fraterno.
Poema sem autor:
A inteligência sem amor te faz perverso;
A justiça sem amor te faz implacável;
A diplomacia sem amor te faz hipócrita;
O êxito sem amor te faz arrogante;
A riqueza sem amor te faz avarento;
A docilidade sem amor te faz servil;
A pobreza sem amor te faz orgulhoso;
A beleza sem amor te faz ridículo;
A autoridade sem amor te faz tirano;
O trabalho sem amor te faz escravo;
A simplicidade sem amor te deprecia;
A lei sem amor te escraviza;
A política sem amor te deixa egoísta;
A sem amor... nao tem sentido.

Não é informado o autor deste poema, mas este retrata todo o espírito e o objetivo do livro.
Lindo!

Nota: 10

Os Demônios - Fiódor Dostoievski


OS DEMONIOS

Fiódor Dostoievski
Os demônios é um livro escrito por Fiodor Dostoiévski em 1872.
Foi motivado por um episodio veridico, o assassinato do estudante I. I Ivanov pelo grupo niilista liderado por S. G Nietcháiev em 1869.
É um estudo profundo do pensamento político, social, filosofico e religioso do seu tempo. O narrador do livro ao mesmo tempo que observa a ação, participa dele, pois o mesmo é um personagem do livro.
Narra a historia de um professor aponsentado, Stiepan Trofímovitch que amizade com uma viuva muito rica da sua cidade,Varvara Pietrovna. Aos poucos a cidade é tomada por estranho acontecimentos principalmente com a chegada de Piotr Stiepanovitch, filho de Stiepan Trofímovitch e com Nikolai Stavroguin filho de Varvara Pietrovna.
O livro começa a criticar a política do seu tempo, e começa a ficar complicado e chato.
Diferente de todos os outros do autor, os personagens falam muito sobre política e filosofia, é praticamente um debate entre ateus, cristãos e socialistas.
Há acontecimentos tragicos e demoniacos, duelos com motivos tolos. Pode ser um costume da época, mas ficou estranho nos dias de hoje. Na verdade, foi o único livro chato e complicado deste autor que adoro, uma leitura onde se deve estar com um livro de história da Rússia do lado pra compreender.
Nota: 06

11 de dez. de 2010

O Eterno Marido - Fiódor Dostoievski


ETERNO MARIDO

Fiódor Dostoievski

Eterno Marido é uma pequena obra de Fiódor Dostoiévski, foi escrita em 1870, e trata-se de um romance curto.em plena maturidade do autor.

A História narra o reencontro do marido, Páviel Pávlovitch, com o ex-amante de sua falecida mulher, Vieltchâninov. Nesse reencontro, ambos relembram do passado, vivem momentos de extrema emoção e ódio. Às vezes, são muito amigos, e outras vezes, são inimigos mortais, co conflitos de sentimentos.
É uma narrativa densa, diferente, e com toques de humor-negro.

Nota: 09

O Jogador - Fiódor Dostoievski

O JOGADOR

Fiódor Dostoievski

O Jogador é uma obra de Fiódor Dostoiévski lançada em 1866, cuja história é relatada na 1ª pessoa por Aleksei Ivánovitch, um jovem com grande carácter, mas sem objetivos na vida.

A história ocorre em Roletemburgo, na Alemanha, num ambiente de casinos. Aleksei Ivánovitch trabalha num Hotel.
Polina Aleksandróvna, que mantinha uma relação com Ivánovitch, pede certo dia a ele (chamando-o de "escravo") que fosse jogar na Roleta por ela, pois necessitava urgentemente de dinheiro, sem explicar masi nada.
Mantendo diversos diálogos com um inglês seu amigo, Mister Astley, Aleksei Ivánovitch vai desvendando aos poucos alguns mistérios sobre o seu chefe, um general.
Aleksei Ivánovitch acaba perdendo toda a fortuna que ganhara na roleta em Paris, dando uma autêntica noção para o leitor de como vivem os jogadores compulsivos: Gastando todo o dinheiro sem preocupações para voltar a apostar na roleta.
Aleksei Ivánovitch acaba com sua vidak perdendo até um grande amor, mostrando todos os dramas que o jogador sente por dentro, e a dificuldade em vencer esse vício.
À medida que lemos, sentimos exatamente a dificuldade em largar um vício, sem condenar o personagem, mas convivendo com ele e como ele.
A nota só não é 10 porque o livro tem somente este assunto na história inteira, com poucos acontecimentos diferentes. Mas é ótimo, como todos do autor.
Nota: 09

8 de dez. de 2010

Noites Brancas - Fiódor Dostoievski

NOITES BRANCAS

Fiódor Dostoievski

Noites Brancas é uma obra do escritor Fiódor Dostoiévski. O livro que mais aproxima Dostoiévski do romantismo, foi escrito em 1848, antes de sua prisão.
O principal é Sonhador, que em uma noite, na capital São Petersburgo, apaixona-se por Nástienka. É uma história romântica, e o personagem principal  não tem nome, e vaga errante pela "noite branca" de São Petersburgo.

Um encontro casual muda completamente a vida do até então solitário protagonista: ele conhece a ingênua e também sonhadora Nástienka, que aos prantos, espera aquele a quem um ano antes tivera prometido o seu amor.
Ao longo das quatro noites seguintes, o protagonista se apaixona pela moça e conhece a sua história: Nástienka vive atada com um alfinete à saia da avó cega e ao lado da criada surda. Quando um novo inquilino chega a sua casa, ela vê a possibilidade de escapar de sua solidão. O misterioso homem um dia deixa a casa, prometendo que voltaria depois de um ano, quando tivesse condições de casar-se com ela. Quando o protagonista encontra Nástienka na ponte sobre o rio Nieva, é exatamente o dia marcado para o reencontro.

É uma história romântica e ao mesmo tempo triste, O Sonhador vive em um quarto decadente, pensando em um amor não correspondido.

Clássico romântico, lindo e diferente.

Nota: 10

Recordações da Casa dos Mortos - Fiódor Dostoievski

RECORDAÇÕES DA CASA DOS MORTOS

Fiódor Dostoievski

Recordações da Casa dos Mortos é um romance publicado em 1862 pelo autor russo Fiódor Dostoiévski, retratando a vida de condenados nas prisões da Sibéria.
O livro é uma seleção de fatos que ocorriam nas prisões da Sibéria, sem necessariamente uma história contínua.
Esta história é na verdade um relato do que aconteceu com o próprio Dostoiévski, que passou quatro anos exilado em uma dessas prisões, em função de sua condenação política por envolvimento com o Círculo de Petrashevsky, um grupo literário russo banido por Nicolau I, por assuntos políticos.
A experiência deu-lhe condições de descrever tudo que acotecia dentro da prisão com grande autenticidade, detalhadamente, relatando todas as condições da vida nestas prisões e do caráter dos condenados que nelas viviam.

Ótimo exemplo de vida dentro da prisão, que pode ser adapatado até mesmo para os dias de hoje. É como se fosse um “estação Carandiru” da época, só que mais perfeito.

Nota: 10