5 de abr. de 2012

A Menina que roubava livros - Markus Zusak

Markus Frank Zusak é um escritor australiano, nascido em Sydney, em 23 de junho de 1975.
É vencedor do prêmio de quatro livros para jovens: "The Underdog", "Fighting Ruben Wolfe", "Getting the Girl", e "Eu Sou o Mensageiro", que recebeu um Printz Honor em 2006 em literatura jovem. Markus Zusak vive em Sydney com sua esposa e sua filha

A menina que roubava livros

É a história de Liesel e o irmão menor que foram enviados para um local muito pobre da Alemanha, onde foram adotados pelo casal Hubermann, em troca de uma pensão. O garoto morre no início da trama, e é enterrado por um rapaz, aprendiz de coveiro, que deixa cair um livro na neve.
Liesel pega o livro, como uma lembrança da mae e do irmão.
Com isso, começa a roubar livros, sendo este o primeiro. Seu pai de criação começa a ensinar a menina a ler, e é quando a menina percebe que o livro era um Manual do Coveiro.
Mesmo sendo um livro estranho para se aprender a ler, a menina pega gosto pela leitura e começa a procurar outros livros a partir de então, como um refúgio e um consolo para a sua vida.

O autor nos coloca uma análise muito bonita sobre a história, com estas frases:
 É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:
uma menina
algumas palavras
um acordeonista
uns alemães fanáticos
um lutador judeu
e uma porção de roubos…

Outra citação muito bonita:
Agora ela tinha a morte toda pela frente.
Sim, me lembro dela com freqüência e, num de meu vasto sortimento de bolsos, guardei sua história para contar. É uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e sua vida humana valem a pena.

É um livro simples, sensível, e parece escrito com carinho, não fala muito da guerra em si, não há qualquer explicação técnica sobre ela, mas mostra a visão de uma criança na situação em que sua vida muda, a partir de fatos dos quais ela desconhece.
Dá pra chamar o livro de fofo!
Bem legal, pra jovens de todas as idades, feito pra sensibilizar.

Nota: 08

11 de jan. de 2012

Para Sempre – Série “Os Imortais” – Alyson Noël

Para Sempre – Série “Os Imortais” – Alyson Noël

Alyson Noël – a escritora nasceu em Orange County. Depois de percorrer todo o continente europeu, se estabeleceu por um tempoe em Míkonos, ilha grega. Atualmente, reside nos Estados Unidos, onde reside com o marido em Laguna Beach. Hoje ela se devota completamente à criação de seus livros.

Nesta saga intitulada Os Imortais, a autora entra no mundo do sobrenatural, mas sem vampiros.
Em Para Sempre, primeiro volume da série, a protagonista, Ever, é apresentada como uma jovem que, após um acidente onde perde toda a sua família, adquire estranhos poderes. Ela pode ler os pensamentos das pessoas, enxergar suas auras, e ao tocá-las tem um resumo completo de suas vidas e do que aconteceu ultimamente.
Ever não gosta nenhum pouco desses poderes,  pois não tem controle nenhum sobre eles. Fica o dia inteiro ouvindo vozes dos pensamentos das pessoas, misturadas com os ruídos normais, e para não se sentir mal, tem que ficar ouvindo musica o tempo inteiro com um fone de ouvido, pra encobrir as vozes.
Ela é marginalizada pelas outras garotas da escola, e só tem dois amigos: – a gótica triste e confusa Haven e o homossexual assumido Miles, que são igualmente excluídos pela elite do colégio, e como a protagonista, são vistos como seres bizarros.
Mas, após conhecer o estranho garoto, Damen Auguste, que aparece em sua sala, Ever descobre que, quando o toca, não ouve mais os pensamentos de ninguém, e se sente melhor.
Mas isso significa que esse garoto não é um ser normal.
Além de enfrentar todos esses problemas, ainda aparece uma adversária terrível, chamada Drina, que a persegue o tempo inteiro, misteriosamente.

É uma historia bem interessante, com vários volumes, contudo, é muito baseado na série Crepúsculo.
A protagonista é uma garota, e os fatos acontecem principalmente em sua escola.
Se apaixona por um garoto com poderes sobrenaturais, e os dois lutam para ficar juntos, lutando contra poderosos vilões, também paranormais, que o tempo todo tentam de tudo para separar o casal. 
Totalmente inspirado na série Crepúsculo, até mesmo na forma da narração. E ainda, o título do segundo volume é "Lua Azul"!
Mas não deixa de ser interessante para quem gosta do tema e tem saudades da outra série, que já chegou ao fim, enquanto esta ainda tem vários pela frente.

Nota: 07

Paixão Índia – Javier Moro

PAIXÃO ÍNDIA – JAVIER MORO

Javier Moro – Escritor espanhol, nasceu em Madrid em 20 de setembro de 1955.
É membro da “Real Academia Española”. É considerado um dos romancistas mais relevantes da literatura espanhola contemporânea.
Ganhador de vários premios de literatura, com muitos sucessos de vendas também no Brasil, como “Sari Vermelho”, “Caminhos de Liberdade”, entre outros.

Paixão Índia é a historia de amor entre Ana Delgado, dançarina espanhola, e o Rajá de Kapurthala, um príncipe de um país dentro da Índia.
O príncipe, que tinha várias esposas, se apaixona por Ana Delgado quando a vê dançando, e faz tudo para conquistar a sua família, que é muito pobre.
No começo ela não aceita, se sentindo uma mercadoria a ser comprada. No entanto, ela percebe que o amor do príncipe é real, ao mesmo tempo pensa em sua família humilde, que será muito beneficiada.
A primeira parte do livro discorre sobre o início da relação dos dois, e o Rajá a trata como uma princesa. Ocorrem vários problemas,: Ana Delgado sofre preconceitos por ser ocidental, pois a Inglaterra não aceitava que os príncipes se casassem com moças Ocidentais. Em muitos eventos, ela era até mesmo impedida de entrar. Ainda tem as outras esposas enciumadas do rajá, que a excluem.

A segunda parte da história trata do período de adaptação de Ana na Índia e das diferenças culturais existentes. A riqueza imensa dos príncipes e a extrema pobreza do povo é retratada, inclusive fala de alguns momentos históricos do pais.

Esta parte do livro é cansativa, uma história bonita que poderia ser melhor explorada, mas cansa a maneira com que é narrada.
Somente na terceira parte, é que a princesa percebe não ser tão feliz assim, pois vive um amor proibido.

É uma história real, e por isso mesmo, fica ainda mais interessante conhecer a cultura da Índia, junto com uma história que se inicia tão romântica, para terminar em polêmica.

Resumindo, é uma história bonita e interessante, só fica um pouco cansativo na segunda parte, pois o autor demora muito a relatar as polêmicas e o sofrimento da princesa.
Apesar de tudo isso, vale a pena ler essa história emocionante.

Nota: 07

6 de dez. de 2011

A Preceptora - Anne Brontë

Anne Brontë -   – Nascida em Thornton, Yorkshire, na Inglaterra, em 17 de janeiro de 1820. Anne é a mais nova das três irmãs Brontë, Emily e Charlotte, todas escritoras famosas. Morreu em 28 de maio de 1849, com apenas 29 anos, vítima de tuberculose.
Foi uma poetisa e romancista britânica, a mais jovem da família literária Brontë.

Adotou pseudônimos em sua carreira, assinando suas obras com o nome de "Acton Bell".

O livro A Preceptora narra a triste história de uma jovem educadora que resolve se abdicar de seu lar,para ir em busca de novas experiências e realização de seus sonhos.
Em suas fantasias, crê que a profissão de preceptora é glamourosa, onde cuidaria de seus pupilos com autoridade e carinho, ensinando-lhes a educação, a cultura e o respeito.
No entanto, trabalha duro, é tratada com desrespeito por famílias abastadas, mas sempre tenta pregar o amor e a religião, e mesmo não conseguindo, não desiste.
Amadurece e encontra o verdadeiro amor.
Este livro foi adaptado em português com o título A Preceptora, mas é originalmente conhecido como Agnes Grey.
É um drama romântico, leve, lembra o estilo de Jane Austen, que é ao mesmo tempo ingênuo, mas muito crítico às diferenças sociais.
Uma qualidade: fofo.

Nota: 08

Cheio de Charme - Marian Keyes

Marian Keyes - Escritora irlandesa, graduou-se em Direito na Dublin University, sem jamais ter exercido a profissão. Morou em Londres por muitos anos, trabalhando ora como garçonete ora em escritórios. Neste mesmo período, lutou contra o vício do alcoolismo e, inclusive, uma tentativa de suicídio. Depois de vencida a batalha, alcançou o sucesso como escritora.

É autora de diversos livros no estilo “chiklit”, literatura para mulheres, uma espécie de comédia romântica.

É a história de 3 personagens principais: Lola Daly, Grace Gildee, Damien (marido), Marnie, que são 3 mulheres totalmente diferentes, mas todas ligadas a um home: Paddy de Courcy, político desonesto, que engana a todos à sua volta, principalmente as mulheres.

Lola Daly é uma consultora de estilo, trabalha com moda. Achava que era a única namorada de Paddy de Courcy, só descobre não ser a única quando toma conhecimento pelos jornais do seu casamento com outra, Alicia Thornton.
Grace Gildee é uma jornalista competente, que faz entrevistas com celebridades, casada com Damien, também jornalista. Mas também teve uma relação estranha no passado com Paddy de Courcy, o que mudou sua vida.
Marnie é meiga, sensível, tem um bom casamento, mas, também por culpa de Paddy de Courcy, seu namorado na adolescência, não consegue se dar bem em nada em sua vida. É alcoólatra, mas não admite nem pra si mesma. Afirma que bebe pra ficar mais feliz, e é incompreendida. Bebe garrafas de vodka como se fosse água, aliás muito mais água.

É um livro um pouco triste, pois o político Paddy de Courcy acaba com a vida de todos com que se relaciona, não tem pena de ninguém, só pensa em si.
Fala de violência doméstica, câncer, dramas reais, permeados com aventuras do cotidiano das 03 mulheres.
Mas tem aventuras engraçadas, principalmente com Lola, quando tenta fugir de sua cidade, Dublin, na Irlanda, e vai pra Knockavoy, uma pequenina cidade do interior. Lá ela conhece pessoas engraçadíssimas, inclusive fica amiga íntima de cross-dresser (homens que gostam de se vestir de mulher, mas não são travestis). É hilário, ela se diverte tanto que consegue quase esquecer o seu ex, Paddy de Courcy.

Tem 784 páginas de humor, diversão, tristeza, depressão, uma mistura que só a Marian Keyes consegue fazer, sem ficar cansativo!

Nota:  não pode ser outra: 10.

O Chá de Bebê de Becky Bloom – Sophie Kinsella

Sophie Kinsella (nascida Madeleine Wickham, Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britância.
Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora.
É autora de diversos livros no estilo “chiklit”, literatura para mulheres, uma espécie de comédia romântica.

Personagens: Rebeca Bloom, Luke (marido), Jess (irmã), Venettia Carter (obstetra faosa), Daniel (amigo estilista famoso).

A protagonista, Rebeca Bloom, mais conhecida como Becky Bloom, é personagem de vários livros da autora, e é conhecida por ser viciada em compras.
Trabalha em uma loja de departamentos que está à beira da falência, a “The Look”, mas tem esperanças, até o fim, de que a empresa vai crescer.
Becky está grávida, e descobre que pode ir ao shopping para gastar para o seu filho (que não sabe ser menino ou menina, vai deixar para a hora do parto).
Como sempre, acaba gastando mais do que deve, com coisas inúteis, como vários carrinhos de vários modelos e cores, brinquedos, mas nada de útil para o bebê.
Becky quer sempre o melhor, e descobre que há uma obstegra que faz o pré natal e o parto das celebridades, Venetia Carter, e quer trocar o seu médico por ela.
Após muito esforço, consegue convencer o seu marido a trocar de médico.
Mas, para sua surpresa, descobre que esta obstetra é uma ex namorada de seu marido, Luke, e começa a desconfiar da atenção em excesso voltada para ele.
O que será que Becky vai decidir? Largar a obstetra das celebridades ou se acha segura o bastante para enfrentá-la, sem ciúmes?

Com aventuras divertidíssimas, acompanhamos as aventuras de Becky Bloom, em suas compras, suas desconfianças da obstetra, e da sua curiosidade em saber se a criança será menino ou menina, para poder fazer suas compras.


Divertidíssimo, comovente, engraçada, e em cada página tem um acontecimento novo na vida de Becky.

Nota:  10

5 de jul. de 2011

Samantha Sweet, Executiva do Lar – Sophie Kinsella

Sophie Kinsella (nascida Madeleine Wickham, Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britânica.
Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora.
É autora de diversos livros no estilo “chiklit”, literatura para mulheres, uma espécie de comédia romântica.

Personagens: Samantha Sweet, Guy Ashbuy, Arnold Saville, Keterman, Freya, sra. Tennison (mãe), Daniel (irmão), Trish Geiger, Eddie Geiger, Nathaniel, Iris (mãe de Nathaniel), Melissa Hunst.

A protagonista, Samantha Sweet, é uma advogada brilhante, que está prestes a se tornar sócia da firma de advocacia da empresa onde trabalha.
Trabalha todos os dias da semana, sem folga, dedicando seu tempo integral aos interesses da empresa.
Tem boas relações com os sócios, principalmente Arnold Saville, mas morre de medo de Keterman, o principal sócio.
Teve um “quase” namoro com Guy Ashbuy, que acabou não acontecendo, e devido à sua vida só de trabalho, acabou deixando pra trás.
Porém, após um erro gravíssimo, que custará à empresa milhões de libras, ela entra em choque e foge no primeiro trem que encontra, se escondendo em uma pequena cidade. Ao pedir ajuda em uma grande residência, é atendida pela socialite Trish Geiger e confundida com uma candidata a empregada doméstica. Para dormir por uma noite longe dos conhecidos, ela finge ser uma empregada, mesmo sem saber fazer nenhum serviço doméstico.
Com o tempo, ela acaba gostando da nova vida, sem pressões, com os fins de semana livre, se apaixona pelo jardineiro Nathaniel, aprende a cozinhar com a mãe dele (Iris), e se diverte muito com a nova vida.
O que acontecerá se os patrões milionários (Trish Geiger e Eddie Geiger) descobrirem que sua empregada na verdade é formada em Cambridge?
Será que ela vai querer voltar à vida anterior?

Surpreendente final para uma executiva que venceu na vida, mas não agüenta as pressões da profissão.

Ótima história, comovente, engraçada, de uma mulher maluquinha e engraçadíssima!

Nota:  09