11 de jan. de 2012

Paixão Índia – Javier Moro

PAIXÃO ÍNDIA – JAVIER MORO

Javier Moro – Escritor espanhol, nasceu em Madrid em 20 de setembro de 1955.
É membro da “Real Academia Española”. É considerado um dos romancistas mais relevantes da literatura espanhola contemporânea.
Ganhador de vários premios de literatura, com muitos sucessos de vendas também no Brasil, como “Sari Vermelho”, “Caminhos de Liberdade”, entre outros.

Paixão Índia é a historia de amor entre Ana Delgado, dançarina espanhola, e o Rajá de Kapurthala, um príncipe de um país dentro da Índia.
O príncipe, que tinha várias esposas, se apaixona por Ana Delgado quando a vê dançando, e faz tudo para conquistar a sua família, que é muito pobre.
No começo ela não aceita, se sentindo uma mercadoria a ser comprada. No entanto, ela percebe que o amor do príncipe é real, ao mesmo tempo pensa em sua família humilde, que será muito beneficiada.
A primeira parte do livro discorre sobre o início da relação dos dois, e o Rajá a trata como uma princesa. Ocorrem vários problemas,: Ana Delgado sofre preconceitos por ser ocidental, pois a Inglaterra não aceitava que os príncipes se casassem com moças Ocidentais. Em muitos eventos, ela era até mesmo impedida de entrar. Ainda tem as outras esposas enciumadas do rajá, que a excluem.

A segunda parte da história trata do período de adaptação de Ana na Índia e das diferenças culturais existentes. A riqueza imensa dos príncipes e a extrema pobreza do povo é retratada, inclusive fala de alguns momentos históricos do pais.

Esta parte do livro é cansativa, uma história bonita que poderia ser melhor explorada, mas cansa a maneira com que é narrada.
Somente na terceira parte, é que a princesa percebe não ser tão feliz assim, pois vive um amor proibido.

É uma história real, e por isso mesmo, fica ainda mais interessante conhecer a cultura da Índia, junto com uma história que se inicia tão romântica, para terminar em polêmica.

Resumindo, é uma história bonita e interessante, só fica um pouco cansativo na segunda parte, pois o autor demora muito a relatar as polêmicas e o sofrimento da princesa.
Apesar de tudo isso, vale a pena ler essa história emocionante.

Nota: 07

6 de dez. de 2011

A Preceptora - Anne Brontë

Anne Brontë -   – Nascida em Thornton, Yorkshire, na Inglaterra, em 17 de janeiro de 1820. Anne é a mais nova das três irmãs Brontë, Emily e Charlotte, todas escritoras famosas. Morreu em 28 de maio de 1849, com apenas 29 anos, vítima de tuberculose.
Foi uma poetisa e romancista britânica, a mais jovem da família literária Brontë.

Adotou pseudônimos em sua carreira, assinando suas obras com o nome de "Acton Bell".

O livro A Preceptora narra a triste história de uma jovem educadora que resolve se abdicar de seu lar,para ir em busca de novas experiências e realização de seus sonhos.
Em suas fantasias, crê que a profissão de preceptora é glamourosa, onde cuidaria de seus pupilos com autoridade e carinho, ensinando-lhes a educação, a cultura e o respeito.
No entanto, trabalha duro, é tratada com desrespeito por famílias abastadas, mas sempre tenta pregar o amor e a religião, e mesmo não conseguindo, não desiste.
Amadurece e encontra o verdadeiro amor.
Este livro foi adaptado em português com o título A Preceptora, mas é originalmente conhecido como Agnes Grey.
É um drama romântico, leve, lembra o estilo de Jane Austen, que é ao mesmo tempo ingênuo, mas muito crítico às diferenças sociais.
Uma qualidade: fofo.

Nota: 08

Cheio de Charme - Marian Keyes

Marian Keyes - Escritora irlandesa, graduou-se em Direito na Dublin University, sem jamais ter exercido a profissão. Morou em Londres por muitos anos, trabalhando ora como garçonete ora em escritórios. Neste mesmo período, lutou contra o vício do alcoolismo e, inclusive, uma tentativa de suicídio. Depois de vencida a batalha, alcançou o sucesso como escritora.

É autora de diversos livros no estilo “chiklit”, literatura para mulheres, uma espécie de comédia romântica.

É a história de 3 personagens principais: Lola Daly, Grace Gildee, Damien (marido), Marnie, que são 3 mulheres totalmente diferentes, mas todas ligadas a um home: Paddy de Courcy, político desonesto, que engana a todos à sua volta, principalmente as mulheres.

Lola Daly é uma consultora de estilo, trabalha com moda. Achava que era a única namorada de Paddy de Courcy, só descobre não ser a única quando toma conhecimento pelos jornais do seu casamento com outra, Alicia Thornton.
Grace Gildee é uma jornalista competente, que faz entrevistas com celebridades, casada com Damien, também jornalista. Mas também teve uma relação estranha no passado com Paddy de Courcy, o que mudou sua vida.
Marnie é meiga, sensível, tem um bom casamento, mas, também por culpa de Paddy de Courcy, seu namorado na adolescência, não consegue se dar bem em nada em sua vida. É alcoólatra, mas não admite nem pra si mesma. Afirma que bebe pra ficar mais feliz, e é incompreendida. Bebe garrafas de vodka como se fosse água, aliás muito mais água.

É um livro um pouco triste, pois o político Paddy de Courcy acaba com a vida de todos com que se relaciona, não tem pena de ninguém, só pensa em si.
Fala de violência doméstica, câncer, dramas reais, permeados com aventuras do cotidiano das 03 mulheres.
Mas tem aventuras engraçadas, principalmente com Lola, quando tenta fugir de sua cidade, Dublin, na Irlanda, e vai pra Knockavoy, uma pequenina cidade do interior. Lá ela conhece pessoas engraçadíssimas, inclusive fica amiga íntima de cross-dresser (homens que gostam de se vestir de mulher, mas não são travestis). É hilário, ela se diverte tanto que consegue quase esquecer o seu ex, Paddy de Courcy.

Tem 784 páginas de humor, diversão, tristeza, depressão, uma mistura que só a Marian Keyes consegue fazer, sem ficar cansativo!

Nota:  não pode ser outra: 10.

O Chá de Bebê de Becky Bloom – Sophie Kinsella

Sophie Kinsella (nascida Madeleine Wickham, Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britância.
Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora.
É autora de diversos livros no estilo “chiklit”, literatura para mulheres, uma espécie de comédia romântica.

Personagens: Rebeca Bloom, Luke (marido), Jess (irmã), Venettia Carter (obstetra faosa), Daniel (amigo estilista famoso).

A protagonista, Rebeca Bloom, mais conhecida como Becky Bloom, é personagem de vários livros da autora, e é conhecida por ser viciada em compras.
Trabalha em uma loja de departamentos que está à beira da falência, a “The Look”, mas tem esperanças, até o fim, de que a empresa vai crescer.
Becky está grávida, e descobre que pode ir ao shopping para gastar para o seu filho (que não sabe ser menino ou menina, vai deixar para a hora do parto).
Como sempre, acaba gastando mais do que deve, com coisas inúteis, como vários carrinhos de vários modelos e cores, brinquedos, mas nada de útil para o bebê.
Becky quer sempre o melhor, e descobre que há uma obstegra que faz o pré natal e o parto das celebridades, Venetia Carter, e quer trocar o seu médico por ela.
Após muito esforço, consegue convencer o seu marido a trocar de médico.
Mas, para sua surpresa, descobre que esta obstetra é uma ex namorada de seu marido, Luke, e começa a desconfiar da atenção em excesso voltada para ele.
O que será que Becky vai decidir? Largar a obstetra das celebridades ou se acha segura o bastante para enfrentá-la, sem ciúmes?

Com aventuras divertidíssimas, acompanhamos as aventuras de Becky Bloom, em suas compras, suas desconfianças da obstetra, e da sua curiosidade em saber se a criança será menino ou menina, para poder fazer suas compras.


Divertidíssimo, comovente, engraçada, e em cada página tem um acontecimento novo na vida de Becky.

Nota:  10

5 de jul. de 2011

Samantha Sweet, Executiva do Lar – Sophie Kinsella

Sophie Kinsella (nascida Madeleine Wickham, Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britânica.
Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora.
É autora de diversos livros no estilo “chiklit”, literatura para mulheres, uma espécie de comédia romântica.

Personagens: Samantha Sweet, Guy Ashbuy, Arnold Saville, Keterman, Freya, sra. Tennison (mãe), Daniel (irmão), Trish Geiger, Eddie Geiger, Nathaniel, Iris (mãe de Nathaniel), Melissa Hunst.

A protagonista, Samantha Sweet, é uma advogada brilhante, que está prestes a se tornar sócia da firma de advocacia da empresa onde trabalha.
Trabalha todos os dias da semana, sem folga, dedicando seu tempo integral aos interesses da empresa.
Tem boas relações com os sócios, principalmente Arnold Saville, mas morre de medo de Keterman, o principal sócio.
Teve um “quase” namoro com Guy Ashbuy, que acabou não acontecendo, e devido à sua vida só de trabalho, acabou deixando pra trás.
Porém, após um erro gravíssimo, que custará à empresa milhões de libras, ela entra em choque e foge no primeiro trem que encontra, se escondendo em uma pequena cidade. Ao pedir ajuda em uma grande residência, é atendida pela socialite Trish Geiger e confundida com uma candidata a empregada doméstica. Para dormir por uma noite longe dos conhecidos, ela finge ser uma empregada, mesmo sem saber fazer nenhum serviço doméstico.
Com o tempo, ela acaba gostando da nova vida, sem pressões, com os fins de semana livre, se apaixona pelo jardineiro Nathaniel, aprende a cozinhar com a mãe dele (Iris), e se diverte muito com a nova vida.
O que acontecerá se os patrões milionários (Trish Geiger e Eddie Geiger) descobrirem que sua empregada na verdade é formada em Cambridge?
Será que ela vai querer voltar à vida anterior?

Surpreendente final para uma executiva que venceu na vida, mas não agüenta as pressões da profissão.

Ótima história, comovente, engraçada, de uma mulher maluquinha e engraçadíssima!

Nota:  09

22 de jun. de 2011

O Azul da Virgem - Tracy Chevaler

Tracy Chevaler – Escritora norte-americana, Tracy Chevalier nasceu a 19 de outubro de 1962, na cidade de Washington, onde cresceu e estudou. Desde muito cedo manifestou o desejo de vir a tornar-se escritora, compondo contos quando frequentava ainda o ensino secundário.Em 1984 obteve um diploma em Estudos Ingleses pelo Oberlin College de Ohio, dedicando os tempos livres ao seu esforço literário.

As protagonistas são duas: Isabelle du Moulin e Ella Turner.
O livro alterna entre o passado e o presente, contando a historia dessas duas mulheres.

A primeira, Isabelle du Moulin que viveu no século 16, França. Quando moça, na frente da igreja de sua comunidade, o sol refletiu na pintura da Virgem Maria em seu cabelo castanho, que se tornou vermelho. A partir desse dia, ela foi chamada de La Rousse (A Ruiva). No entanto, o Calvinismo tornou-se a religião dominante no pais, e a menina começou a ser perseguida e discriminada em sua cidade.
A família se muda de cidade, após Isabelle se casar com Etienne, um homem bruto, que no inicio parece que a respeita, porém se mostra violento com o passar do tempo.
A segunda mulher é Ella Turner, uma americana que se muda para a França quando o seu marido é transferido do trabalho. Após essa mudança, Ella começa a ter pesadelos, sempre com a cor azul. Com a ajuda do bibliotecário local, fazem viagens para descobrir mais sobre a história de seus antepassados – e descobre uma estranha ligação com Isabelle du Moulin.
O livro tem uma trama intrigante e forte, com mistérios e suspense, ao mesmo tempo que conta os problemas no casamento das duas mulheres.
Tem um lindo cenário histórico, conta um pouco da história dos huguenotes, a violência perpetrada ente católicos e protestantes, a viagem à Suíça - muito interessante.
É uma história onde os personagens parecem bem reais, mas com um toque de magia no ar.

Sou muito fã da autora, suspeita pra opinar, mas mesmo assim posso dizer com certeza que é um livro ótimo.

Nota: 10

9 de mai. de 2011

Daniel Pennac - escritor francês

Daniel Pennac nasceu em Casablanca, Marrocos, em 1944, e é filho de um oficial francês que servia nas colônias do país. É professor de língua francesa em Paris e apaixonado pela pedagogia. Pennac que morou em Fortaleza, no Brasil, por dois anos, na década de 1980. Em 2007, recebeu o prestigioso prêmio Renaudot por Diário da Escola.
Daniel Pennac enunciou esses direitos no seu livro  Comme un Roman, traduzido e publicado em português com o título Como um Romance (Daniel Pennac, Como um Romance, Edições ASA, 1992)
Chamou-lhes um desejo de afirmação Os Direitos Inalienáveis do Leitor.  Daniel Pennac proclamou 10 Direitos, a seguir:
1. O direito de não ler.
2. O direito de saltar péginas
3. O direito de não terminar um livro
4. O direito de reler
5. O direito de ler, não importa o quê
6. O direito de amar os "heróis" dos romances
7. O direito de ler, não importa onde
8. O direito de saltar de livro em livro
9. O direito de ler em voz alta
10. O direito de não falar do que se leu