5 de abr. de 2011

Moça com brinco de pérolas – Tracy Chevaler

Moça com brinco de pérolas – Tracy Chevaler

Tracy Chevaler – Escritora norte-americana, Tracy Chevalier nasceu a 19 de outubro de 1962, na cidade de Washington, onde cresceu e estudou. Desde muito cedo manifestou o desejo de vir a tornar-se escritora, compondo contos quando frequentava ainda o ensino secundário.Em 1984 obteve um diploma em Estudos Ingleses pelo Oberlin College de Ohio, dedicando os tempos livres ao seu esforço literário.
O título Moça com brinco de pérolas, traduzido do inglês: Girl With A Pearl Earring, é o livro de Tracy Chevalier escrito enquanto esperava o nascimento do seu primeiro filho, lançado em 1999.
A obra fala da vida do pintor holandês do século XVII Vermeer, e a sua relação com a moça, modelo do seu quadro que tem o mesmo título do romance de Chevalier.
Com apenas dezesseis anos de idade, Griet torna-se criada na casa onde vive o pintor, e estabelece com ele uma cumplicidade que nenhuma outra pessoa da casa, mesmo da família, teria.
Esta cumplicidade é discreta, implícita nos pequenos detalhes, e a moça acaba se apaixonando pelo pintor, que, apesar de não corresponder, a trata diferente das outras pessoas.
Quando o pintor decide pintá-la, isto gera o a inveja das outras mulheres, e a pequena sofre ainda mais.
Livro doce, meigo, que recria o ambiente do pintor e suas manias.
Maravilhoso, é o romance de maior sucesso da autora até hoje, com razão.

Nota: 10

Viva Chama – Tracy Chevaler

Viva Chama – Tracy Chevaler

Tracy Chevaler – Escritora norte-americana, Tracy Chevalier nasceu a 19 de outubro de 1962, na cidade de Washington, onde cresceu e estudou. Desde muito cedo manifestou o desejo de vir a tornar-se escritora, compondo contos quando frequentava ainda o ensino secundário.Em 1984 obteve um diploma em Estudos Ingleses pelo Oberlin College de Ohio, dedicando os tempos livres ao seu esforço literário.
O título Viva Chama, traduzido do inglês: Burning Bright, é o mais recente livro de Tracy Chevalier traduzido no Brasil. (Rio de Janeiro, Record: 2009).
É a história de uma família que sai de um vilarejo na Inglaterra, muda-se para Londres, a convite do dono de um circo. O pai, marceneiro, especialista em cadeiras, vai para Londres para ser carpinteiro do circo, juntamente com a mulher e os filhos, Maisie, uma menina tímida, e seu irmão mais velho Jem. É narrada a amizade das crianças com Maggie, filha de vizinhos, que mostra aos novos amigos, considerados “caipiras do interior”, sua esperteza de menina da metrópole.
Um casal — William Blake, poeta e pintor, e sua esposa — que mora no mesmo grupo de casas, é olhado com curiosidade e desconfiança pelos vizinhos, e acaba se tornando amigo das crianças.
Assim, tem início a narrativa deste poeta, no qual são mostrados alguns de seus poemas para as crianças, que ficam fascinadas.
Todos os personagens, seja com grandes ou pequenas participações na história, apresentam duas facetas: boa e má, inocente e experiente, seriedade e brincadeiras.
Juntamente com os pensamentos do poeta William Blake, que desenha, faz poesias e faz referências políticas, é mostrado o mundo de ilusões do circo, que fascina adultos e crianças, por ter a capacidade de tirar as pessoas do mundo real.
Um dos diálogos do poeta com as crianças:
– Sim, minhas crianças. A tensão entre os opostos é o que nos faz ser como somos. Não somos apenas  uma coisa, mas o oposto dela também, misturando, se chocando e faiscando dentro de nós.  Não apenas luz, mas escuridão.  Não só paz, mas guerra.  Não só inocência, mas conhecimento.  – Ele descansou o olhar um instante na margarida que Maisie ainda segurava.  – É uma lição que precisamos aprender: ver o mundo todo numa flor… [p. 230].

Tracy Chevalier fala sobre artes, como poesia, pintura, e até mesmo filosofia, de uma maneira leve, mesclando com as divertidas aventuras de 03 crianças, que estão nos seus primeiros anos da adolescência.
Romance que mistura realidade com ficção.
Tão bom que, a partir dele, iniciei a leitura da obra do poeta Willian Blake.

Leitura obrigatória.

Nota: 10

31 de mar. de 2011

A Hora da Estrela – Clarice Lispector

A Hora da Estrela – Clarice Lispector

Clarice Lispector – nascida em Tchetchelnik, cidade da Ucrânia, e chegou ao Brasil aos dois meses de idade, naturalizando-se brasileira posteriormente.
Criou-se em Maceió e Recife, transferindo-se aos 12 anos para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito, trabalhou como jornalista e iniciou sua carreira literária. Faleceu em 1977, no Rio de Janeiro.

A Hora da Estrela, livro curto mas de grande conteúdo, intenso.
É a história de Macabéa, uma moça que veio de Alagoas para morar no Rio de Janeiro, mora com 04 colegas de quarto, não tendo amizade com elas, e trabalha como datilógrafa (sempre criticada por não ser boa profissional).
Esta moça não existe para ninguém, nem ela mesma sente sua existência, não se dá nenhuma importância.
A autora escreve como se fosse um homem, dá até um nome para o narrador, Rodrigo S. M., dizendo que narrada por um homem a história seria melhor contada e compreendida.
Macabéa tenta namorar, mas nem isso consegue: sua colega rouba o namorado, e é invejada por ela.
O próprio narrador afirma sobre Macabéa: "Mas a pessoa de quem falarei mal tem corpo para vender, ninguém a quer, ela é virgem e inócua, não faz falta a ninguém. Aliás - descubro eu agora - também não faço a menor falta, e até o que eu escrevo um outro escreveria. Um outro escritor sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas."
Muito triste, realista, exaltando as diferenças entre as pessoas, a falta de valor do ser humano, e a auto-comiseração.
Uma pessoa que não tem quaisquer ambições, nem respeito por si mesma, nunca é notada.
Somente ao final é notada por todos, dando motivo ao título; porém, sua vida nunca teve um momento sequer de felicidade.

História triste, que leva a pensar na condição humana, e a rever valores.

Nota: 09

25 de jan. de 2011

Budapeste - Chico Buarque

Budapeste - Chico Buarque

Livro de Chico Buarque lançado em 2003, contado em primeira pessoa sobre o escritor José Costa, um "ghost-writer", pessoa que escreve livros ou textos para terceiros, com a condição de permanecer anônimo.
É casado com Vanda, uma apresentadora de telejornal, e conta tudo o que sente pela esposa, pelo filho, e pela amante, que conhece em Budapeste.
É parecido com um diário, escrito de uma maneira que, ao começar, é impossível parar, como todos os livros do autor.

Ao escrever dando o crédito a outra pessoa, ele se sente importante, ao mesmo tempo em que sente estar invadindo o ser de outra pessoa.
É uma poesia escrita em prosa, inesquecível.

Nota: 10

31 de dez. de 2010

Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco

AMOR DE PERDIÇÃO
Camilo Castelo Branco

Amor de Perdição foi um romance escrito na Cadeia da Relação do Porto, em 1861, por Camilo Catelo Branco. Sub-intitulado de Memórias de Uma Família, é baseado em episódios da vida do tio Simão Botelho. Este é o romance mais popular do autor, já traduzido em diversas línguas e adaptado ao teatro e ao cinema. Dele chegou a ser extraída uma ópera e, em 1986, fez-se uma edição da obra destinada aos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo. É considerado uma obra-prima da ficção de língua portuguesa.
É a história de uma paixão juvenil, com um desenlace trágico. Fala diretamente ao leitor, e a história provoca: compaixão, choro, raiva, revolta, tudo frente a falsa virtude alegada pelos homens em atos injustos e bárbaros.
O personagem principal é Simão Botelho, filho de Domingos Botelho, que, após uma briga, e se muda para Coimbra.Simão, no entanto, começa a defender publicamente a Revolução Francesa e, por isso, acaba retido em cárcere acadêmico por seis meses. Perdido o ano escolar, retorna à casa dos seus pais. Domingos Botelho se mantém frio e distante, não dirigindo a palavra ao filho.
Simão sai pouco, mantendo-se pensativo, o que faz com que o pai volte a lhe falar.  Mas o filho tem tal comportamento por, aos 17 anos, estar apaixonado pela filha do vizinho, um inimigo de seu pai.
Por três meses, Simão e Teresa encontram-se e falam às escondidas, sem levantar nenhuma suspeita. Sonham casar-se e fazem planos para concretizar seus desejos de vida em comum.
Na véspera do retorno de Simão à Coimbra, os enamorados falam-se pela janela, quando subitamente Teresa é arrancada da frente de Simão. É seu pai, reagindo fortemente ao flagrante. Simão se desespera, tem febre, mas assim mesmo parte para Coimbra, com o plano de retornar secretamente para se comunicar com Teresa. Momentos antes de sair em viagem recebe da mão de uma mendiga um bilhete, em que Teresa lhe revela as ameaças de seu pai de encerrá-la num convento. Pede, no entanto, que Simão siga para Coimbra, garantindo que se manterá em contato.
Tadeu de Albuquerque percebe também o incidente, mas se mantém tranqüilo, pois planeja secretamente casar a filha com um primo, Baltasar Coutinho. Chama logo o rapaz, conta seus planos e lhe incentiva a cortejar a filha. Teresa, no entanto, se nega a Baltasar, que insiste em conhecer suas razões: quer ouvir a confissão da prima sobre seu rival, jurando se pôr também contra àquela relação.
Tadeu sente-se ofendido no seu direito de pai e decide mandá-la para o convento. Mas nada faz de imediato, e trama em segredo sua cerimônia de casamento com Baltasar.

É um livro obrigatório em vestibular, porém, uma história linda, lembra o romance impossível de Romeu e Julieta, de Shakespeare. Maravilhoso, deve ser lido por todos que gostam de histórias de amor.

Nota:  10

22 de dez. de 2010

Ágape - Pe. Marcelo Rossi

Primeiro livro do Pe. Marcelo Rossi.
Comprei por gostar dele, mas não espera muito, achava que eram apenas conselhos, leituras bíblicas, etc.
Mas é muito bom, uma interpretação do Evangelho de João, com parábolas, e um lindo poema, que aqui transcrevo:
Capítulo 9, do amor fraterno.
Poema sem autor:
A inteligência sem amor te faz perverso;
A justiça sem amor te faz implacável;
A diplomacia sem amor te faz hipócrita;
O êxito sem amor te faz arrogante;
A riqueza sem amor te faz avarento;
A docilidade sem amor te faz servil;
A pobreza sem amor te faz orgulhoso;
A beleza sem amor te faz ridículo;
A autoridade sem amor te faz tirano;
O trabalho sem amor te faz escravo;
A simplicidade sem amor te deprecia;
A lei sem amor te escraviza;
A política sem amor te deixa egoísta;
A sem amor... nao tem sentido.

Não é informado o autor deste poema, mas este retrata todo o espírito e o objetivo do livro.
Lindo!

Nota: 10

Os Demônios - Fiódor Dostoievski


OS DEMONIOS

Fiódor Dostoievski
Os demônios é um livro escrito por Fiodor Dostoiévski em 1872.
Foi motivado por um episodio veridico, o assassinato do estudante I. I Ivanov pelo grupo niilista liderado por S. G Nietcháiev em 1869.
É um estudo profundo do pensamento político, social, filosofico e religioso do seu tempo. O narrador do livro ao mesmo tempo que observa a ação, participa dele, pois o mesmo é um personagem do livro.
Narra a historia de um professor aponsentado, Stiepan Trofímovitch que amizade com uma viuva muito rica da sua cidade,Varvara Pietrovna. Aos poucos a cidade é tomada por estranho acontecimentos principalmente com a chegada de Piotr Stiepanovitch, filho de Stiepan Trofímovitch e com Nikolai Stavroguin filho de Varvara Pietrovna.
O livro começa a criticar a política do seu tempo, e começa a ficar complicado e chato.
Diferente de todos os outros do autor, os personagens falam muito sobre política e filosofia, é praticamente um debate entre ateus, cristãos e socialistas.
Há acontecimentos tragicos e demoniacos, duelos com motivos tolos. Pode ser um costume da época, mas ficou estranho nos dias de hoje. Na verdade, foi o único livro chato e complicado deste autor que adoro, uma leitura onde se deve estar com um livro de história da Rússia do lado pra compreender.
Nota: 06