1 de ago. de 2012

Doce Vingança - Nora Roberts



Doce Vingança


Nora Roberts, nascida Eleanor Marie Robertson, em 10 de Outubro de 1950, Silver Spring, Maryland, é uma escritora norte-americana de mais de 200 best-sellers românticos. Ela escreve também sob o pseudônimo de J. D. Robb (na Série Mortal), Jill March e Sarah Hardesty (em publicações no Reino Unido).
Foi a primeira mulher a figurar no Romance Writers of America Hall of Fame. A partir de 2011, seus romances, combinados, totalizaram 861 semanas na Lista de Best-Sellers do New York Times, incluindo 176 semanas na posição de número um.Autora de destaque e a primeira a ser escolhida para a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos. (fonte: wikipedia)
É a historia da vida de Adrianne, uma princesa que sofreu quando criança com a tragédia do casamento de seus pais.
Seu pai é um rei árabe, que além de milionário e poderoso, é uma pessoa sem coração, que tem um harém e trata suas mulheres como objetos.
A mãe de Adrianne, Phoebe, largou a carreira de atriz em Hollywood para se casar, porém, logo que deu à luz sua filha, começou a sofrer maus-tratos porque o rei queria um filho homem.
E ainda, após o parto, se tornou estéril, o que deu início a mais humilhações por parte do marido.

Depois de arriscar sua vida, Phoebe foge com sua filha para recomeçar uma vida nova.

E aí tem início a história de Adrianne, que se torna linda, rica e elegante, mas que guarda um desejo de vingança.
Junto com este desejo, ela guarda um segredo: ela é uma ladra!
Uma ladra de jóias caríssimas, e só rouba mansões e joalherias que tem os melhores alarmes. Tudo para conseguir tramar um plano de vingança contra o seu pai.
Aí o livro conta qual o plano, e como será realizado.

No entanto, no meio do caminho, Adrianne conhece um homem parecidíssimo com ela: inteligente, misterioso (e também ladrão), Philip Chamberlain se aproxima da Princesa Adrianne, o que muda completamente a sua vida.

É uma historia de amor, tragédia, superação e suspense.

É mais uma história da famosa Nora Roberts, que escreveu mais de 200 livros e ainda continua escrevendo.
Da autora é a minha preferida, a que tem mais suspense e aventura.

Nota: 08

23 de jul. de 2012

André Silvertone

eu não sei se posso te amar pra sempre
ou apenas enquanto houver estrelas sobre você
você nunca vai precisar duvidar do que sinto
pois eu sempre farei tudo apenas por quê:
só eu sei o que é estar sem você

mesmo que um dia você decida me deixar
eu tentei de tudo, mas você não vê
o mundo nunca me mostrou nada de mais hoje
exceto o que é a solidão, vc sabe por quê?
só eu sei o que é estar sem você!

3 de jul. de 2012

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

Carlos Ruiz Zafón é um escritor espanhol, nascido em Barcelona, em 1964.
Em 1993 ganhou o prêmio Ebedé de literatura com seu primeiro romance, O Príncipe da Névoa, que vendeu mais de 150 mil exemplares na Espanha e foi traduzido em vários idiomas. Nos últimos anos transformou-se numa das maiores revelações literárias dos últimos tempos com A Sombra do Vento,que foi traduzido em mais de 30 idiomas e publicado em cerca de 45 países, e foi finalista dos prêmios literários espanhóis Fernando Lara 2001 e Llibreter 2002. Em Portugal, essa obra foi premiada com as Correntes d'Escritas, do ano de 2006. Seu romance O Jogo do Anjo, escrito em 2008, teve mais de um milhão de exemplares vendidos na Espanha. Atualmente, seu romance mais recente é O Prisioneiro do Céu, continuação de A Sombra do Vento. Os romances A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu, fazem parte de uma trilogia na qual pode ser lido qualquer um em qualquer ordem que há, mesmo assim um entendimento claro da obra.
O autor vive atualmente em Los Angeles, onde escreve roteiros para o cinema e trabalha em um novo romance. Zafón colabora também nos jornais espanhóis La Vanguardia e El País. A Sombra do Vento já ultrapassou a marca dos 6.5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo desde o seu lançamento, em 2001. (fonte: wikipedia)

O livro é a história de Daniel Sempere, um menino que perdeu a mae. No início da história, ele acorda e percebe que não se lembra do rosto da mãe.
Seu pai, dono de uma livraria, para consolá-lo um pouco, lhe apresenta um lugar secreto, o Cemitério dos Livros Esquecidos.
Ao entrar pela primeira vez, ele pôde escolher qualquer livro, pegá-lo, mas prometer guardar e cuidar, pois acredita-se tem alguma ligação com quem o escolheu.

O livro que escolheu é do autor Julián Carax, cujo título é “A Sombra do Vento”.
A partir de então, ele começa a se interessar pela história deste autor, e começa a investigar toda a sua vida, querendo saber o porquê de um livro tão bom estar neste Cemitério de Livros Esquecidos.
Nisso Daniel entra em uma trama cheia de mistérios, pois, ao buscar mais informações sobre o autor, descobre que quase ninguém o conhece e que alguém anda queimando todos os exemplares de seus livros. E começa uma grande aventura pelas ruas de Barcelona, onde conhece vários personagens interessantes.
Um dos personagens mais marcantes é Fermín Romero de Torres, ex-combatente da revolução cubana e ex-mendigo, e é o principal ajudante de Daniel em sua investigação.
Fermín Romero de Torres é muito inteligente, filósofo, irônico e muito engraçado com seus pensamentos e filosofias.
Cito algumas das frases:
“Há prisoes piores do que palavras.”
"As pessoas estão dispostas a acreditar em tudo, antes de acreditar na verdade."
"Cada livro tem uma alma. A alma de quem o escreveu, e a alma de quem o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos por suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece."

O livro é fascinante, detalhista, e cada personagem é importante na trama, que apesar de ser ficção, parece muito real, fazendo-nos acreditar que realmente existe um Cemitério de Livros Esquecidos.
O estilo: suspense, romance, comédia, aventura.

Nota: 08

A Pousada do Fim do Rio - Nora Roberts


A Pousada do Fim do Rio

Nora Roberts, nascida Eleanor Marie Robertson, em 10 de Outubro de 1950, Silver Spring, Maryland, é uma escritora norte-americana de mais de 200 best-sellers românticos. Ela escreve também sob o pseudônimo de J. D. Robb (na Série Mortal), Jill March e Sarah Hardesty (em publicações no Reino Unido).
Foi a primeira mulher a figurar no Romance Writers of America Hall of Fame. A partir de 2011, seus romances, combinados, totalizaram 861 semanas na Lista de Best-Sellers do New York Times, incluindo 176 semanas na posição de número um.Autora de destaque e a primeira a ser escolhida para a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos. (fonte: wikipedia)


O livro é a história de Olivia MacBride, filha de Julie MacBride e Sam Tanner, astros de Hollywood de muito sucesso, fama e dinheiro. Mas Sam acaba entra no mundo das drogas.

No início da história, Olivia tem apenas 4 anos, e numa madrugada, ouve barulhos estranhos na sala, se levanta e sai à procura da mãe. Ela, então, sai do quarto e vê o corpo de sua mãe no chão coberto de sangue e ao lado está o seu pai, que ela passa a chamar de monstro, com as mãos sujas de sangue segurando uma tesoura, que estava cravada em suas costas.
A menina se esconde, e é encontrada pelo policial Frank Brady que a acalma e lhe tira dali.
Aí se fala, muito superficialmente, sobre o julgamento de seu pai, que alega não se lembrar de nada, e Olivia é levada para morar com os avós em uma pousada distante, no meio de uma floresta, e que se chama Pousada do Fim do Rio.
A partir daí, é contada a história da menina Olívia, como ela cresce, se torna adolescente, se apaixona, mas nunca se esquece do terrível episódio que presenciou quando criança.
O que a atrapalha em seus relacionamentos, pois não tem muitos amigos, só confia em sua família, e não quer se apaixonar, negando seus sentimento.
Apesar de tentar esquecer tudo, ela na verdade nunca perdoou o pai, mas acontecem fatos que a obrigam a relembrar de tudo, inclusive com sua família, que tenta apagar o passado, se isolando do mundo.
É uma historia de amor, tristeza, tragédia, superação e um pouquinho de suspense, mas bem pouquinho.

É mais uma história da famosa Nora Roberts, que escreveu mais de 200 livros e ainda continua escrevendo.
A maioria de suas historias são açucaradas, leves, mas esta é uma das melhores, pois têm vários temas em uma mesma historia.
Apesar de leve, é linda, pois não tem um final previsível, é surpreendente.

Nota: 07

22 de mai. de 2012

Morte e Vida de Charlie St. Cloud - Ben Sherwood


Ben Sherwood nasceu em 12 de Fevereiro de 1964 em Los Angeles, Califórnia. É autor, jornalista e empresário. Atualmente, mora na sua cidade natal com a sua esposa Karen Kehela Sherwood, com dois filhos. Em Janeiro de 2009, Sherwood lançou um site chamado www.TheSurvivorsClub.org, um centro de recursos online e de apoio para pessoas que têm qualquer tipo de adversidade, incluindo saúde,

É a história do rapaz Charlie St Cloud que, quando garoto, pegou escondido o carro de sua vizinha para assistir um jogo de beisebol com seu irmão mais novo, Sam. Na volta, Charlie acaba em um acidente grave contra um caminhão, e que levou à morte o seu irmão menor, juntamente com o seu cãozinho, que os acompanhava.
Na hora da morte, Charlie tem uma visão, e faz uma promessa ao seu irmão: a de que jamais o abandonaria.
Para cumprir a promessa, ele passa a encontrar com o espírito de seu irmão no cemitério em que ele está enterrado, e diariamente eles jogam beisebol, todas as tardes.
Charlie descobre que tem o poder de ver as almas das pessoas logo que elas morrem, e não sabe se isso é um dom ou um castigo, por ter causado o acidente que matou o seu irmão.
A história é triste mas não pesada, mas os momentos de Charlie com o seu irmão passam a ser uma obrigação, e não mais uma diversão como no início.
Paralelamente a esta história, há Tess, uma marinheira que pretende fazer uma volta ao mundo de barco.
As vidas dos dois se cruzam, e Charlie passa a repensar sua promessa, pois percebe que está abandonando sua vida, vez que não consegue se encontrar com ninguém mais, somente com seu irmão à tarde.
O livro é leve, fala de conversas com espíritos sem entrar em méritos sobre religião.
Apesar de simples e boa, a história não traz grandes emoções, e é história de um enredo só: não tem participações de outros personagens, é somente a história de Charlie St. Cloude e seu irmão, e depois do amor de sua vida.
É limitada, não muito interessante, simples demais.
Mas dá pra ler, é pra quem gosta de romances açucarados mesmo.
Médio.

Nota: 06


5 de abr. de 2012

A última música - Nicholas Sparks

Nicholas Charles Sparks nasceu em 31 de dezembro de 1965, em Omaha, Nebraska. Vive atualmente na Carolina do Norte com a família. Em 1988 formou-se em Economia. Seu primeiro romance, «The Notebook», Nicholas Spaks tornou-se bem conhecido no Brasil, agora com vários livros publicados pela Editora Novo Conceito. É escritor de romances no gênero drama. Tem um site oficial, www.nicholassparks.com.

A última música

A Última Música, conta a história de Roonie, uma adolescente de 17 anos, que guarda muito ressentimento com seu pai, Steve, pois acha que ele abandonou a família quando se separou de sua mãe. Não atende sequer seus telefonemas.
Quando pequena, seu pai a ensinou a tocar piano, mas após a separação, passa a morar na Carolina do Sul, longe dos filhos, e Roonie se sente abandonada.
Em um determinado momento, a mãe de Roonie a obriga a viajar com seu irmão para passar as férias de verão com seu pai.
Roonie começa a tratar mal o seu pai, saindo à noite sem dar satisfações, e ainda prometeu a si mesma que nunca iria tocar piano novamente. Nessas féria de verão ela briga com o pai a cada palavra que ele dá, ao contrário de seu irmãozinho (Jonah) que se dá muito bem com o pai.
Em um festival que estava acontecendo na Carolina da Sul, Roonie, pra se distrair, vai assistir um jogo de vôlei de praia, e acidentalmente a bola bate em seu refrigerante e a molha toda, é aí que ela conhece o Will.
Cada capítulo a história é contada de um ponto de vista de um personagem diferente, pelo Will, por Steve, pelo vilão Marcus e a própria Roonie.
É emocionante, fala de alegrias, tristezas e perdão.
Ao mesmo tempo que fala da relação da filha com o seu pai, trata dos problemas de seus pais, do irmãozinho menor, do seu romance e aos poucos ela tenta amadurecer.
Recomendável para quem gosta de emoções, romance e muito drama.
O autor é famoso pelos seus dramas e histórias chocantes, e este não é diferente.
A única crítica é que, em todos os seus livros, acontecem situações trágicas, o que se torna um pouco previsível, mas nunca se sabe quem vai ser mais atingido.

Muito bom.

Nota: 8

A Menina que roubava livros - Markus Zusak

Markus Frank Zusak é um escritor australiano, nascido em Sydney, em 23 de junho de 1975.
É vencedor do prêmio de quatro livros para jovens: "The Underdog", "Fighting Ruben Wolfe", "Getting the Girl", e "Eu Sou o Mensageiro", que recebeu um Printz Honor em 2006 em literatura jovem. Markus Zusak vive em Sydney com sua esposa e sua filha

A menina que roubava livros

É a história de Liesel e o irmão menor que foram enviados para um local muito pobre da Alemanha, onde foram adotados pelo casal Hubermann, em troca de uma pensão. O garoto morre no início da trama, e é enterrado por um rapaz, aprendiz de coveiro, que deixa cair um livro na neve.
Liesel pega o livro, como uma lembrança da mae e do irmão.
Com isso, começa a roubar livros, sendo este o primeiro. Seu pai de criação começa a ensinar a menina a ler, e é quando a menina percebe que o livro era um Manual do Coveiro.
Mesmo sendo um livro estranho para se aprender a ler, a menina pega gosto pela leitura e começa a procurar outros livros a partir de então, como um refúgio e um consolo para a sua vida.

O autor nos coloca uma análise muito bonita sobre a história, com estas frases:
 É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:
uma menina
algumas palavras
um acordeonista
uns alemães fanáticos
um lutador judeu
e uma porção de roubos…

Outra citação muito bonita:
Agora ela tinha a morte toda pela frente.
Sim, me lembro dela com freqüência e, num de meu vasto sortimento de bolsos, guardei sua história para contar. É uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual extraordinária por si só. Cada qual uma tentativa – uma tentativa que é um salto gigantesco – de me provar que você e sua vida humana valem a pena.

É um livro simples, sensível, e parece escrito com carinho, não fala muito da guerra em si, não há qualquer explicação técnica sobre ela, mas mostra a visão de uma criança na situação em que sua vida muda, a partir de fatos dos quais ela desconhece.
Dá pra chamar o livro de fofo!
Bem legal, pra jovens de todas as idades, feito pra sensibilizar.

Nota: 08

11 de jan. de 2012

Para Sempre – Série “Os Imortais” – Alyson Noël

Para Sempre – Série “Os Imortais” – Alyson Noël

Alyson Noël – a escritora nasceu em Orange County. Depois de percorrer todo o continente europeu, se estabeleceu por um tempoe em Míkonos, ilha grega. Atualmente, reside nos Estados Unidos, onde reside com o marido em Laguna Beach. Hoje ela se devota completamente à criação de seus livros.

Nesta saga intitulada Os Imortais, a autora entra no mundo do sobrenatural, mas sem vampiros.
Em Para Sempre, primeiro volume da série, a protagonista, Ever, é apresentada como uma jovem que, após um acidente onde perde toda a sua família, adquire estranhos poderes. Ela pode ler os pensamentos das pessoas, enxergar suas auras, e ao tocá-las tem um resumo completo de suas vidas e do que aconteceu ultimamente.
Ever não gosta nenhum pouco desses poderes,  pois não tem controle nenhum sobre eles. Fica o dia inteiro ouvindo vozes dos pensamentos das pessoas, misturadas com os ruídos normais, e para não se sentir mal, tem que ficar ouvindo musica o tempo inteiro com um fone de ouvido, pra encobrir as vozes.
Ela é marginalizada pelas outras garotas da escola, e só tem dois amigos: – a gótica triste e confusa Haven e o homossexual assumido Miles, que são igualmente excluídos pela elite do colégio, e como a protagonista, são vistos como seres bizarros.
Mas, após conhecer o estranho garoto, Damen Auguste, que aparece em sua sala, Ever descobre que, quando o toca, não ouve mais os pensamentos de ninguém, e se sente melhor.
Mas isso significa que esse garoto não é um ser normal.
Além de enfrentar todos esses problemas, ainda aparece uma adversária terrível, chamada Drina, que a persegue o tempo inteiro, misteriosamente.

É uma historia bem interessante, com vários volumes, contudo, é muito baseado na série Crepúsculo.
A protagonista é uma garota, e os fatos acontecem principalmente em sua escola.
Se apaixona por um garoto com poderes sobrenaturais, e os dois lutam para ficar juntos, lutando contra poderosos vilões, também paranormais, que o tempo todo tentam de tudo para separar o casal. 
Totalmente inspirado na série Crepúsculo, até mesmo na forma da narração. E ainda, o título do segundo volume é "Lua Azul"!
Mas não deixa de ser interessante para quem gosta do tema e tem saudades da outra série, que já chegou ao fim, enquanto esta ainda tem vários pela frente.

Nota: 07

Paixão Índia – Javier Moro

PAIXÃO ÍNDIA – JAVIER MORO

Javier Moro – Escritor espanhol, nasceu em Madrid em 20 de setembro de 1955.
É membro da “Real Academia Española”. É considerado um dos romancistas mais relevantes da literatura espanhola contemporânea.
Ganhador de vários premios de literatura, com muitos sucessos de vendas também no Brasil, como “Sari Vermelho”, “Caminhos de Liberdade”, entre outros.

Paixão Índia é a historia de amor entre Ana Delgado, dançarina espanhola, e o Rajá de Kapurthala, um príncipe de um país dentro da Índia.
O príncipe, que tinha várias esposas, se apaixona por Ana Delgado quando a vê dançando, e faz tudo para conquistar a sua família, que é muito pobre.
No começo ela não aceita, se sentindo uma mercadoria a ser comprada. No entanto, ela percebe que o amor do príncipe é real, ao mesmo tempo pensa em sua família humilde, que será muito beneficiada.
A primeira parte do livro discorre sobre o início da relação dos dois, e o Rajá a trata como uma princesa. Ocorrem vários problemas,: Ana Delgado sofre preconceitos por ser ocidental, pois a Inglaterra não aceitava que os príncipes se casassem com moças Ocidentais. Em muitos eventos, ela era até mesmo impedida de entrar. Ainda tem as outras esposas enciumadas do rajá, que a excluem.

A segunda parte da história trata do período de adaptação de Ana na Índia e das diferenças culturais existentes. A riqueza imensa dos príncipes e a extrema pobreza do povo é retratada, inclusive fala de alguns momentos históricos do pais.

Esta parte do livro é cansativa, uma história bonita que poderia ser melhor explorada, mas cansa a maneira com que é narrada.
Somente na terceira parte, é que a princesa percebe não ser tão feliz assim, pois vive um amor proibido.

É uma história real, e por isso mesmo, fica ainda mais interessante conhecer a cultura da Índia, junto com uma história que se inicia tão romântica, para terminar em polêmica.

Resumindo, é uma história bonita e interessante, só fica um pouco cansativo na segunda parte, pois o autor demora muito a relatar as polêmicas e o sofrimento da princesa.
Apesar de tudo isso, vale a pena ler essa história emocionante.

Nota: 07

6 de dez. de 2011

A Preceptora - Anne Brontë

Anne Brontë -   – Nascida em Thornton, Yorkshire, na Inglaterra, em 17 de janeiro de 1820. Anne é a mais nova das três irmãs Brontë, Emily e Charlotte, todas escritoras famosas. Morreu em 28 de maio de 1849, com apenas 29 anos, vítima de tuberculose.
Foi uma poetisa e romancista britânica, a mais jovem da família literária Brontë.

Adotou pseudônimos em sua carreira, assinando suas obras com o nome de "Acton Bell".

O livro A Preceptora narra a triste história de uma jovem educadora que resolve se abdicar de seu lar,para ir em busca de novas experiências e realização de seus sonhos.
Em suas fantasias, crê que a profissão de preceptora é glamourosa, onde cuidaria de seus pupilos com autoridade e carinho, ensinando-lhes a educação, a cultura e o respeito.
No entanto, trabalha duro, é tratada com desrespeito por famílias abastadas, mas sempre tenta pregar o amor e a religião, e mesmo não conseguindo, não desiste.
Amadurece e encontra o verdadeiro amor.
Este livro foi adaptado em português com o título A Preceptora, mas é originalmente conhecido como Agnes Grey.
É um drama romântico, leve, lembra o estilo de Jane Austen, que é ao mesmo tempo ingênuo, mas muito crítico às diferenças sociais.
Uma qualidade: fofo.

Nota: 08

Cheio de Charme - Marian Keyes

Marian Keyes - Escritora irlandesa, graduou-se em Direito na Dublin University, sem jamais ter exercido a profissão. Morou em Londres por muitos anos, trabalhando ora como garçonete ora em escritórios. Neste mesmo período, lutou contra o vício do alcoolismo e, inclusive, uma tentativa de suicídio. Depois de vencida a batalha, alcançou o sucesso como escritora.

É autora de diversos livros no estilo “chiklit”, literatura para mulheres, uma espécie de comédia romântica.

É a história de 3 personagens principais: Lola Daly, Grace Gildee, Damien (marido), Marnie, que são 3 mulheres totalmente diferentes, mas todas ligadas a um home: Paddy de Courcy, político desonesto, que engana a todos à sua volta, principalmente as mulheres.

Lola Daly é uma consultora de estilo, trabalha com moda. Achava que era a única namorada de Paddy de Courcy, só descobre não ser a única quando toma conhecimento pelos jornais do seu casamento com outra, Alicia Thornton.
Grace Gildee é uma jornalista competente, que faz entrevistas com celebridades, casada com Damien, também jornalista. Mas também teve uma relação estranha no passado com Paddy de Courcy, o que mudou sua vida.
Marnie é meiga, sensível, tem um bom casamento, mas, também por culpa de Paddy de Courcy, seu namorado na adolescência, não consegue se dar bem em nada em sua vida. É alcoólatra, mas não admite nem pra si mesma. Afirma que bebe pra ficar mais feliz, e é incompreendida. Bebe garrafas de vodka como se fosse água, aliás muito mais água.

É um livro um pouco triste, pois o político Paddy de Courcy acaba com a vida de todos com que se relaciona, não tem pena de ninguém, só pensa em si.
Fala de violência doméstica, câncer, dramas reais, permeados com aventuras do cotidiano das 03 mulheres.
Mas tem aventuras engraçadas, principalmente com Lola, quando tenta fugir de sua cidade, Dublin, na Irlanda, e vai pra Knockavoy, uma pequenina cidade do interior. Lá ela conhece pessoas engraçadíssimas, inclusive fica amiga íntima de cross-dresser (homens que gostam de se vestir de mulher, mas não são travestis). É hilário, ela se diverte tanto que consegue quase esquecer o seu ex, Paddy de Courcy.

Tem 784 páginas de humor, diversão, tristeza, depressão, uma mistura que só a Marian Keyes consegue fazer, sem ficar cansativo!

Nota:  não pode ser outra: 10.

O Chá de Bebê de Becky Bloom – Sophie Kinsella

Sophie Kinsella (nascida Madeleine Wickham, Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britância.
Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora.
É autora de diversos livros no estilo “chiklit”, literatura para mulheres, uma espécie de comédia romântica.

Personagens: Rebeca Bloom, Luke (marido), Jess (irmã), Venettia Carter (obstetra faosa), Daniel (amigo estilista famoso).

A protagonista, Rebeca Bloom, mais conhecida como Becky Bloom, é personagem de vários livros da autora, e é conhecida por ser viciada em compras.
Trabalha em uma loja de departamentos que está à beira da falência, a “The Look”, mas tem esperanças, até o fim, de que a empresa vai crescer.
Becky está grávida, e descobre que pode ir ao shopping para gastar para o seu filho (que não sabe ser menino ou menina, vai deixar para a hora do parto).
Como sempre, acaba gastando mais do que deve, com coisas inúteis, como vários carrinhos de vários modelos e cores, brinquedos, mas nada de útil para o bebê.
Becky quer sempre o melhor, e descobre que há uma obstegra que faz o pré natal e o parto das celebridades, Venetia Carter, e quer trocar o seu médico por ela.
Após muito esforço, consegue convencer o seu marido a trocar de médico.
Mas, para sua surpresa, descobre que esta obstetra é uma ex namorada de seu marido, Luke, e começa a desconfiar da atenção em excesso voltada para ele.
O que será que Becky vai decidir? Largar a obstetra das celebridades ou se acha segura o bastante para enfrentá-la, sem ciúmes?

Com aventuras divertidíssimas, acompanhamos as aventuras de Becky Bloom, em suas compras, suas desconfianças da obstetra, e da sua curiosidade em saber se a criança será menino ou menina, para poder fazer suas compras.


Divertidíssimo, comovente, engraçada, e em cada página tem um acontecimento novo na vida de Becky.

Nota:  10

5 de jul. de 2011

Samantha Sweet, Executiva do Lar – Sophie Kinsella

Sophie Kinsella (nascida Madeleine Wickham, Londres, 12 de dezembro de 1969) é uma escritora britânica.
Foi uma ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira e começou uma carreira como escritora.
É autora de diversos livros no estilo “chiklit”, literatura para mulheres, uma espécie de comédia romântica.

Personagens: Samantha Sweet, Guy Ashbuy, Arnold Saville, Keterman, Freya, sra. Tennison (mãe), Daniel (irmão), Trish Geiger, Eddie Geiger, Nathaniel, Iris (mãe de Nathaniel), Melissa Hunst.

A protagonista, Samantha Sweet, é uma advogada brilhante, que está prestes a se tornar sócia da firma de advocacia da empresa onde trabalha.
Trabalha todos os dias da semana, sem folga, dedicando seu tempo integral aos interesses da empresa.
Tem boas relações com os sócios, principalmente Arnold Saville, mas morre de medo de Keterman, o principal sócio.
Teve um “quase” namoro com Guy Ashbuy, que acabou não acontecendo, e devido à sua vida só de trabalho, acabou deixando pra trás.
Porém, após um erro gravíssimo, que custará à empresa milhões de libras, ela entra em choque e foge no primeiro trem que encontra, se escondendo em uma pequena cidade. Ao pedir ajuda em uma grande residência, é atendida pela socialite Trish Geiger e confundida com uma candidata a empregada doméstica. Para dormir por uma noite longe dos conhecidos, ela finge ser uma empregada, mesmo sem saber fazer nenhum serviço doméstico.
Com o tempo, ela acaba gostando da nova vida, sem pressões, com os fins de semana livre, se apaixona pelo jardineiro Nathaniel, aprende a cozinhar com a mãe dele (Iris), e se diverte muito com a nova vida.
O que acontecerá se os patrões milionários (Trish Geiger e Eddie Geiger) descobrirem que sua empregada na verdade é formada em Cambridge?
Será que ela vai querer voltar à vida anterior?

Surpreendente final para uma executiva que venceu na vida, mas não agüenta as pressões da profissão.

Ótima história, comovente, engraçada, de uma mulher maluquinha e engraçadíssima!

Nota:  09

22 de jun. de 2011

O Azul da Virgem - Tracy Chevaler

Tracy Chevaler – Escritora norte-americana, Tracy Chevalier nasceu a 19 de outubro de 1962, na cidade de Washington, onde cresceu e estudou. Desde muito cedo manifestou o desejo de vir a tornar-se escritora, compondo contos quando frequentava ainda o ensino secundário.Em 1984 obteve um diploma em Estudos Ingleses pelo Oberlin College de Ohio, dedicando os tempos livres ao seu esforço literário.

As protagonistas são duas: Isabelle du Moulin e Ella Turner.
O livro alterna entre o passado e o presente, contando a historia dessas duas mulheres.

A primeira, Isabelle du Moulin que viveu no século 16, França. Quando moça, na frente da igreja de sua comunidade, o sol refletiu na pintura da Virgem Maria em seu cabelo castanho, que se tornou vermelho. A partir desse dia, ela foi chamada de La Rousse (A Ruiva). No entanto, o Calvinismo tornou-se a religião dominante no pais, e a menina começou a ser perseguida e discriminada em sua cidade.
A família se muda de cidade, após Isabelle se casar com Etienne, um homem bruto, que no inicio parece que a respeita, porém se mostra violento com o passar do tempo.
A segunda mulher é Ella Turner, uma americana que se muda para a França quando o seu marido é transferido do trabalho. Após essa mudança, Ella começa a ter pesadelos, sempre com a cor azul. Com a ajuda do bibliotecário local, fazem viagens para descobrir mais sobre a história de seus antepassados – e descobre uma estranha ligação com Isabelle du Moulin.
O livro tem uma trama intrigante e forte, com mistérios e suspense, ao mesmo tempo que conta os problemas no casamento das duas mulheres.
Tem um lindo cenário histórico, conta um pouco da história dos huguenotes, a violência perpetrada ente católicos e protestantes, a viagem à Suíça - muito interessante.
É uma história onde os personagens parecem bem reais, mas com um toque de magia no ar.

Sou muito fã da autora, suspeita pra opinar, mas mesmo assim posso dizer com certeza que é um livro ótimo.

Nota: 10

9 de mai. de 2011

Daniel Pennac - escritor francês

Daniel Pennac nasceu em Casablanca, Marrocos, em 1944, e é filho de um oficial francês que servia nas colônias do país. É professor de língua francesa em Paris e apaixonado pela pedagogia. Pennac que morou em Fortaleza, no Brasil, por dois anos, na década de 1980. Em 2007, recebeu o prestigioso prêmio Renaudot por Diário da Escola.
Daniel Pennac enunciou esses direitos no seu livro  Comme un Roman, traduzido e publicado em português com o título Como um Romance (Daniel Pennac, Como um Romance, Edições ASA, 1992)
Chamou-lhes um desejo de afirmação Os Direitos Inalienáveis do Leitor.  Daniel Pennac proclamou 10 Direitos, a seguir:
1. O direito de não ler.
2. O direito de saltar péginas
3. O direito de não terminar um livro
4. O direito de reler
5. O direito de ler, não importa o quê
6. O direito de amar os "heróis" dos romances
7. O direito de ler, não importa onde
8. O direito de saltar de livro em livro
9. O direito de ler em voz alta
10. O direito de não falar do que se leu